Folha Explica: A Moda

Meu amigo querido, Ton Garcia, comprou em uma viagem o livro A Moda, de Erika Palomino, da coleção Folha Explica e, sabendo do meu interesse pelo assunto, me emprestou para ler.

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A coleção Folha Explica oferece mais de 70 livros que contam de forma sintética e dinâmica temas atuais das mais diferentes áreas de conhecimento, com linguagem acessível, destacando o mais importante de cada um deles. No livro sobre moda, Erika Palomino apresenta os principais conceitos desse universo, contando um pouquinho da história da moda, as principais tendências de cada década e o crescimento da moda no Brasil, principalmente após o surgimento da São Paulo Fashion Week.

É uma leitura fácil e rápida para quem já conhece um pouquinho desse mercado ou para aqueles que querem ter uma visão geral a respeito dele. Porém, por ser muito sucinto, as explicações sobre cada conceito são muito (muito!) breves. O ideal para leitura desse livro é ir pegando as referências que ela cita – conceitos, estilistas, pesquisas, tecidos, etc – e ir pesquisando mais a fundo a definição de cada um. livro-a-moda-erika-palomino-folha-explica

O livro traz também algumas fotos e ilustrações que deixaram a desejar. Moda é algo muito visual e as fotos apresentadas, mesmo que meramente ilustrativas, poderiam ter destaque maior. Também acho que existem imagens que retratam melhor cada situação que ela destacou. Mas no geral, a obra cumpre seu papel de explicar de forma clara e em poucas páginas esse universo gigante do mundo da moda.

Filme: A menina que roubava livros

Há muito tempo atrás, quando o blog ainda estava surgindo, escrevi aqui uma crítica bem superficial sobre o livro A menina que roubava livros (The Book Thief). Hoje, praticamente dois anos depois de ter lido, tenho uma opinião diferente e melhorada a respeito dele. Inicialmente, achava uma história longa e cansativa, que mostrava as dificuldades na época da Segunda Guerra Mundial através dos olhos de uma garota que gostava de ler. Hoje, depois de ter visto o filme e com uma visão um pouco mais sistemática, acho que o livro retrata a história do nazismo de uma forma leve (e triste!), baseada nos relacionamentos pessoais dessa menina, e não na Guerra.

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Analisando como um todo, o filme deixa um pouco a desejar – as always. Ele inicia a narrativa exatamente igual ao livro: com a Morte apresentando Liesel (Sophie Nélisse), filha de mãe comunista, que perde o irmão mais novo e é adotada por uma família em um bairro pobre da Alemanha. Porém, diferente da história original, a Morte aparece como narrador em pouquíssimos momentos que foram convenientes, deixando quem não leu o livro um pouco perdido sobre seu papel na história.

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O mesmo acontece com Max (Ben Schnetzer), o judeu refugiado na casa de seus pais, que se torna um grande amigo de Liesel. Enquanto no filme ele é praticamente um renegado escondido, que fica doente e inerte por um grande período de tempo, no livro é possível entender a profundidade da relação dele com a garota, sua influência no gosto de Liesel pela leitura e a justificativa de tantos livros roubados – o que não parece ter grande importância no filme também, mesmo carregando isso no nome. Entretanto, a amizade da Liesel com Rudy (Nico Liersch), seu vizinho, e o crescimento da relação com os pais adotivos, Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson), roubam a cena do filme, levando à flor da pele a emoção em cada momento de luta dos personagens durante a Guerra.

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Com essas diferenças na apresentação de cada personagem e no destaque de cada acontecimento, mesmo que o contexto geral da história seja bem parecido, eu recomendaria ler o livro primeiro e, só então, ver o filme. Mesmo com uma leitura um pouco arrastada, vale a pena entender melhor a relação de Liesel com cada um dos personagens, que fazem da menina que roubava livros uma versão bem mais light de Anne Frank.

Livro: Fallen

Há quase um ano atrás comprei três livros da série de ficção Fallen – que até então era uma trilogia mas que agora tem um quarto livro também. Apesar de ser ter conquistado o posto de best-seller no New York Times, os livros ficaram na minha estante por muito tempo até que, esse mês, resolvi pegar o primeiro deles para ler.

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Fallen é um romance adolescente que conta a história de Lucinda Price, uma garota de 17 anos que teve que mudar de escola e foi transferida para um reformatório. Além da dificuldade em se adaptar em meio aos colegas e ao novo local, Luce ainda tem que enfrentar o estranhamento de Daniel Grigori, um jovem solitário e enigmático que chama sua atenção logo no primeiro dia de aula. Por incrível que pareça, Luce se sente mais leve e segura das sombras que a atormentam desde a morte de seu ex namorado, que fez com que ela fosse transferida para lá depois de um incêndio misterioso. Por fim, Luce descobre estar envolvida entre o bem e o mau, por trás de segredos que perduram por séculos e podem mudar toda sua vida, levando-a à morte.

“Se você já se apaixonou por um vampiro, espere até conhecer um anjo…”

Minha opinião? Trocaram os vampiros por anjos, uma sonsa por uma garota com mais atitude e uma cidade do interior por um reformatório bizarro, que mais parece uma prisão. O livro não deixa de lado os clichês dessas histórias místicas que viraram moda entre os adolescentes mas pelo menos Fallen traz uma realidade diferente da que estamos acostumadas a ver e ousa um pouco mais nos acontecimentos fatídicos e decisivos. Confesso que fiquei com um pouco de preguiça com o rumo que as coisas tomaram no final do livro, se tornando uma história mais previsível e um romance mais piegas. Mas vou tentar ler os outros livros para ter uma opinião geral sobre a história…

Em todo caso, quem leu Crepúsculo e Cinquenta Tons de Chatura Cinza, pode gostar dessa série também, desde que não fique de mimimi quando ver que Lauren Kate – autora – deixou de lado a garota da cidade que se muda para o interior e resolveu acrescentar um pouco mais de mistério e bizarrice na vida da mocinha. Alguém mais já leu? O que achou?

A sensacional biografia do Led Zeppelin!

Hoje é Dia do Rock e para comemorar o dia vou dar uma dica de ouro para os fãs de rock n’ roll. Tudo bem que os grandes fãs com certeza já devem ter lido a obra de Mick Wall, que conta a história do Led Zeppelin, uma das maiores bandas de rock da história. Mick Wall é um dos jornalistas de rock mais conhecidos do Reino Unido. Em 1986 iniciou uma carreira bem sucedida como escritor e retratou história de grandes nomes como Ozzy Osbourne, Guns N’ Roses, Metallica e Iron Maiden.

Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra é um deleite para quem curte Led Zeppelin e um ótimo livro para quem quer conhecer melhor a história cheia de lendas e mistérios da banda formada por Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, além do empresário Peter Grant e seu assistente e leão de chácara Richard Cole. A história é montada a partir de flashbacks que foram escritos com uma enorme pesquisa, entrevistas e depoimentos, além da vivência de Mick com a banda.

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Quando Jimmy Page se viu sozinho nos Yardbirds e saiu em busca de músicos para montar a banda dos sonhos, a história do Led começa a se formar com grande riqueza de detalhes. Além dos trunfos e sucessos em pouco mais de uma década de vida, são também expostos o lado negro do quarteto, com as bizarras experiências com groupies, consumo excessivo de álcool e drogas, violência de Grant e Cole com quem quer que cruzasse seu caminho e os boatos de magia negra que envolvem a banda, especialmente com Page. Aliás, um dos pontos fortes do livro, na minha opinião, é exatamente as mais de 50 páginas que retratam a relação de Jimmy com o ocultismo de Aleister Crowley, tão bem detalhado que chega a assustar.

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Ao ler Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra, você consegue ter uma visão profunda dos integrantes e envolvidos, dos anos de sucesso e da “decadência” do Led Zeppelin – entre aspas, porque mais de 40 anos depois de sua formação a banda continua tendo seu brilho para fãs de todas as idades. Uma banda que acreditou e que investiu, que superou gigantes na época – como Rolling Stones – mas que se descontrolou (hey, drogas!) até que a morte de Bonham marcasse o fim da maior banda de rock de todos os tempos. Ainda são descritas a vida pós-Led dos integrantes, como a carreira solo de Plant, o trabalho de produtor de John Paul Jones e as tentativas de voltar a tocar juntos de Jimmy. Ao final da leitura, é possível entender os motivos para Plant não voltar a tocar com a banda e simpatizar um pouco mais com a loucura de Page. É uma biografia mais do que completa, rica em detalhes e referências e um prato cheio para o rock n’ roll.

Recomendo de olhos fechados para quem gosta de música, literatura, biografias ou até mesmo para aqueles que querem mergulhar em uma história inacreditavelmente surpreendente. Thanks, Mick!

Livro: O casamento

Sou assumidamente apaixonada pelos livros de Nicholas Sparks e tendo a gostar dos filmes também. Os livros dele não são grandes, tem leitura fácil e personagens próximos da realidade, nos quais você acaba se identificando nas qualidades ou nos defeitos. Essa semana terminei de ler o livro O Casamento, que é continuação do famoso Diário de Uma Paixão. Estou com Diário de Uma Paixão para ler também, mas como já vi o filme fico naquela preguicinha por já saber a história toda. Uma hora vai!

livro-o-casamento-nicholas-sparksEnfim, falando d’O Casamento, é mais um romance comovente de Sparks que traz a reflexão sobre o amor cultivado no dia a dia e sobre a relação estável que cai na rotina, através dos olhos de um herói imperfeito que tenta corrigir seus erros. Wilson, um homem viciado em trabalho, percebe depois de 30 anos que sua mulher pode não amá-lo como antes, quando ele esquece de um dos aniversários de casamento e instaura uma grande crise na relação. Tendo a história de amor dos pais de Jane, Noah e Allie, como exemplo (contada em Diário de Uma Paixão), ele percebe sua incapacidade de expressar suas emoções e começa a duvidar de que sua mulher é feliz ao seu lado. Porém, tudo isso o faz redescobrir o quanto ama Jane e não mede esforços para reconquistar a paixão perdida em algum lugar do passado e provar todo esse amor.

Podem falar que é mais um daqueles clichês com finais felizes, e eu estaria mentindo se negasse isso. Mas o que me atrai nos livros de Sparks é a forma como cada história é contada, cheia de detalhes e sentimentos, regada com reflexões poderosas. Nesse livro, ele faz os leitores relembrarem a alegria de se apaixonar e o desafio de se manterem apaixonados, o que é uma grande realidade em todos os relacionamentos.

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Apesar da foto ser do Google, essa frase em destaque foi uma das minhas preferidas do livro, junto com uma que eu postei há um tempo atrás no Instagram:

Foto: Instagram @_gabi_teixeiraConclusão: Para quem gosta de romances, continuo recomendando Nicholas Sparks de olhos fechados. E sinceramente, HOMENS, TODOS vocês, SEM EXCEÇÃO, deveriam ler esse livro água com açúcar e aprender um pouquinho mais com Wilson. É tão fácil! Ele percebeu ;) hahahaha

Alguém mais já leu? Recomendam outros livros do autor?

A arte de ser leve…!

Na semana passada tive a oportunidade de participar de uma palestra oferecida pela empresa onde trabalho com a jornalista Leila Ferreira. Para quem não conhece, Leila é formada em Letras e Jornalismo, mestre em Comunicação, foi repórter da Globo Minas, apresentadora do programa “Leila Entrevista” e é colaboradora da revista Marie Claire, além de já ter lançado alguns livros, sendo um deles “A arte de ser leve“. Com um currículo desse dá pra entender porque minha recomendação, né?!

leila_capa_180710_16_denise7_260710.inddPois a palestra era em cima desse livro. Confesso que no começo fiquei com receio de ser uma daquelas palestras motivacionais onde o mundo é cor de rosa e o sorriso é de graça, mas paguei língua e me surpreendi. Ainda não li o livro – pretendo ler em breve! – mas posso falar um pouquinho para vocês da reflexão da Leila.

A começar, fiquei de queixo caído com a história de vida da jornalista, com inúmeros problemas financeiros e familiares que acarretaram uma depressão, entre outras coisas. E mesmo diante disso, ela leva a vida leve, com sorrisos e bom humor. Foram mais de 1h30 ouvindo a palestrante sem cansar, rindo junto e nos emocionando junto. De tirar o chapéu!

Foto: Luciana Gama

Foto: Luciana Gama

Entre casos e causos, Leila fala sobre como conviver com as mais diferentes adversidades da vida sem deixar com que isso interfira no seu dia a dia ou na vida de outras pessoas. Estamos acostumados a deixar o stress, a pressa, o mau humor ou qualquer outra irritação do nosso cotidiano ser o guia das nossas vidas, sempre colocando a culpa nos problemas e, de uma forma ou de outra, repassando todo esse peso para quem está próximo da gente. Nas palavras dela, “ninguém tem nada a ver com seus problemas, se deu errado, essa fatura é sua!”. Verdade. A questão aqui não é ignorar todas as dificuldades que enfrentamos, longe disso. A própria Leila diz que “viver a vida é muito difícil, uma das tarefas mais difíceis do ser humano”. Mas temos que aprender a lidar com ela de uma forma saudável, de maneira mais leve, e sem jogar esse peso nas costas do outro. Leila dá um exemplo de uma senhora que vive com depressão, além de diferentes problemas financeiros e de saúde, e ao ser entrevistada estava sempre feliz e sorrindo. Ao perguntar para senhora em como ela era tão bem humorada, mesmo enfrentando tantos problemas em uma cidadezinha carente, ela escutou a resposta “ah minha filha, a depressão não atingiu essa parte não!” hahaha! E é exatamente isso que Leila tenta passar para seu público, formas de deixar a vida mais leve, mais feliz, mesmo com todos os obstáculos que aparecem na nossa frente! Ninguém está feliz o tempo todo, mas você não precisa atirar pedras para quebrar o vidro de quem acabou de trocar a janela. Basta trocar a sua também!

Leila Ferreira

Tive a oportunidade de bater um papo com ela depois da palestra, e só confirmei que é uma pessoa super simpática, simples, humilde e, claro, LEVE! Daquelas que você se sente bem de estar perto, que passa uma energia boa! Fora que é uma elegância que só! Mais de 60 anos, mantendo a pose em cima de um salto fino e com um trench coat lindo! hahaha Parabéns pelo trabalho, Leila! Obrigada por me receber!

E aos leitores, sempre brinco que somos sistemáticos e sistemáticas com tudo, mas no fundo temos que saber encaixar a leveza em meio a nossas manias, levar a vida com mais bom humor e menos críticas. Quando ler o livro, prometo falar mais um pouquinho para vocês. Espero que tenham gostado, porque eu adorei.

Livro & Filme: A hospedeira

Podem me julgar, mas eu vou falar SIM de um livro de Stephenie Meyer aqui. Vou falar porque vocês sabem, venho contar apenas de coisas que valem a pena e, pra mim, esse livro vale. Depois de ler os quatro livros de Crepúsculo e achar o final da saga uma grande bosta, resolvi encarar A Hospedeira, que nem era um livro conhecido na época, e me encantei com a história.

a-hospedeira-the-hostO livro conta sobre uma dominação alienígena na Terra, que resolveu os problemas de fome, violência e clima do planeta. Porém esses seres, chamados de almas, ocupam corpos humanos como se fossem parasitas. Pregando uma sociedade baseada na paz, as almas perseguem os poucos humanos que ainda não foram dominados. Um deles é Melanie Stryder, que passa a ser dominada por uma alma chamada Peregrina, que por sua vez tem por missão vasculhar suas memórias para encontrar rastros de outros humanos. Entretanto, a consciência de Melanie ainda está viva dentro do corpo, o que faz com que Peregrina fique cada vez mais fascinada com a vida e os sentimentos que Melanie tinha e passa a protegê-la de uma Buscadora, que deseja capturar seus amigos humanos o quanto antes.

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 Podem me julgar de novo por ter gostado de mais um romance de ficção de adolescentes, e eu sei que a sinopse parece meio bobinha, mas eu acho que até a forma como foi escrito foge do padrão que estamos acostumados a ver. Pra começar o livro não fica no romance meloso de sempre, nem tem uma personagem sonsa e um príncipe perfeito. São muitos os momentos de tensão com os sobreviventes x buscadores, muitas cenas bem descritivas sobre um mundo dominado por outra espécie, e no meio a isso são colocadas as cenas de romance. Fora isso, fiquei completamente dividida entre alguns personagens, o que geralmente não acontece, e achei o final surpreendente, com coisas que eu não esperava, e geralmente isso me faz gostar mais das histórias também.

a-hospedeira-the-host-1Daí que esse virou um romance queridinho da minha prateleira há alguns anos, e esse ano lançaram o filme – que obviamente – eu tive que ir ver. O filme segue bem fielmente a história do livro, não muda o contexto, linearidade ou personagens. Cenas que eu imaginava na minha cabeça foram exatamente transportadas para as telonas, mas acho que – as always – passa pouco da emoção e do envolvimento com os personagens que temos no livro.

A quem se interessar, segue o trailer: